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29 de novembro de 2020

Cuidados paliativos: como equipe do Hospital do Círculo atua para amenizar dores e sofrimentos

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Amenizar dores e sofrimento. Com esse objetivo é que atua a equipe de cuidados paliativos do Hospital do Círculo, em Caxias do Sul, garantindo assistência a pacientes em situações delicadas e suporte a seus familiares. Profissionais multidisciplinares atuam de forma integrada, com foco na pessoa e não na doença, buscando proporcionar fortalecimento para enfrentar situações dolorosas e manter ao máximo a qualidade de vida das pessoas.

Os casos mais comuns são de pacientes em final de vida por consequência de doenças com mau prognóstico, como tumores por exemplo. No último ano, a equipe - formada por médicos, enfermeiros, psicólogo, nutricionista, farmacêutico e fisioterapeuta - atendeu aproximadamente 120 pessoas.

O trabalho utiliza uma abordagem a fim de atender às necessidades dos envolvidos na situação, o que inclui alívio da dor, compreender e gerir complicações clínicas, apoio psicológico e espiritual, entre outros. Também podem ser abordados temas como aconselhamento de luto, tomadas de decisões, resiliência e fragilidade.

Para a coordenadora do serviço, Dra. Fernanda Francieli da Silva, os cuidados paliativos agregam em todas as dimensões, desenvolvendo um olhar mais cuidadoso para clientes e familiares, por parte da equipe.

- Esses profissionais têm um olhar diferenciado para os desejos e preferências dos nossos pacientes, reservando sua autonomia, inclusive no final da vida. Isso faz toda a diferença no cuidado - destaca Fernanda.

Marcelo Cervelin é filho de Angelina Luiza Cervelin. Aos 80 anos, ela faleceu no último mês de outubro e recebeu atendimento da equipe de cuidados paliativos do Hospital do Círculo. Para ele, a mãe foi atendida prontamente, de forma humanizada e diferenciada, e esse fato irá ficar marcado para sempre em seus corações.

- Eternamente gratos por tudo o que a equipe diferenciada e acima de tudo humana. Espero sinceramente que seja uma sementinha e que todos ajudem a regar para que auxiliem as famílias nesta situação igual à minha - relata Marcelo.

A experiência também é destacada pela afilhada de Angelina, Letícia Bertoldi dos Anjos. Ela revela sua gratidão pela equipe envolvida, mesmo em momento difícil, em um quadro extremamente grave da madrinha.

- Poder ver a alegria nos olhos dela foi incrível. Que dia memorável! - salienta Letícia.

Já para a equipe de cuidados paliativos, o sentimento é de gratidão em poder acolher pacientes e familiares em situação de sofrimento, ver o significado em cada olhar. Trata-se de uma ação que olha para a pessoa priorizando seu conforto e sua qualidade de vida, mesmo em um estado tão difícil.

- Priorizar o conforto, o alívio do sofrimento, a realização de manifestações tão singelas de cada família, é para nós desmistificar a ideia de que não se pode fazer mais nada, consolidando e promovendo a qualidade de morte. Como diz a autora Ana Michelle Soares, cuidados paliativos não é sobre morrer, é sobre como eu quero viver até lá - explica a psicóloga hospitalar Andrielli Conforti.

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