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É um serviço de atendimento a pessoas com deformidades de face, especialmente com fissura labiopalatinas, desenvolvido pelo Círculo, através de sua Unidade de Assistência Social, tendo como objetivo a reabilitação funcional, estética e psicossocial dessas pessoas. A deformidade requer, também muitos anos de tratamento; por vezes, do nascimento ao final da adolescência. Atualmente, estão cadastradas no serviço 500 pessoas, provindas de várias regiões do Rio Grande do sul e de outros estados.
O atendimento a pacientes com fissuras labiopalatinas no Círculo iniciou em 2002 graças à dedicação e idealismo de alguns profissionais, sensibilizados com o sofrimento das famílias que, buscavam em Bauru-SP, o tratamento necessário, continuado e prolongado. A estruturação de um serviço de atendimento integral para esses pacientes reuniu profissionais das áreas da assistência social, psicologia, nutrição, enfermagem, fonoaudiologia, pediatria, cirurgia, otorrinolaringologia, odontologia, ortodontia, bucomaxilofacial.
A formação e capacitação da equipe técnica, além da disponibilização irrestrita de toda a estrutura de serviços de saúde do Círculo (corpo médico, clínica odontológica, hospital, laboratório, diagnóstico por imagem, farmácia, assistência social), proporcionou eficácia e resolutividade na reabilitação dos pacientes, bem como em sua inserção social. Também resultou na solidificação de um serviço reconhecido pela comunidade gaúcha, sendo referendado no país. O Pró-Face atende pessoas com fissura labiopalatina e outros problemas crânio faciais.
São malformações congênitas da face que acarretam uma série de sequelas e que podem acompanhar o portador durante toda a vida. As fissuras estão entre as manifestações crânio faciais severas mais comuns. A fenda pode comprometer apenas o lábio ou pode estender-se ao nariz e ao palato.
Costuma-se dividir em dois grandes grupos os fatores que podem causar a deformidade: ambientais e genéticos, sendo que sua atuação pode dar-se em conjunto ou isoladamente.
O tratamento dos pacientes exige acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar desde o nascimento até a fase final da adolescência. O objetivo é prevenir e tratar as sequelas estético-funcionais e as dificuldades psicossociais decorrentes da patologia.
Para o êxito do tratamento é imprescindível contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais treinados e capacitados para a reabilitação integral e integrada. A equipe técnica é composta por profissionais da saúde de diversas áreas.
Especialidades:
O Programa Pró-face é destinado desde as crianças recém nascidas até os idosos, moradores de qualquer região do Rio Grande do Sul ou do Brasil. O projeto é destinado aos usuários do plano de saúde, particulares ou para quem utiliza os programas de assistência social do Círculo.
Com o Pró-Face o Círculo realiza um serviço pioneiro, e ainda inédito na região, de atendimento às pessoas com fissura labiopalatina, contando com a dedicação de uma equipe de profissionais de diversas áreas que devolvem aos pacientes e seus familiares a verdadeira satisfação de expressar um belo sorriso. As cirurgias são realizadas semanalmente no Hospital do Círculo, que dispõe também dos serviços de laboratório e radiodiagnóstico.
Os pacientes (crianças, adolescentes e adultos) e suas famílias ingressam no serviço através de entrevistas agendadas com a Assistência Social do Círculo. Nesse momento, toda a equipe de profissionais envolvidos orienta sobre o diagnóstico e plano de tratamento individualizado. O serviço inclui todas as etapas terapêuticas necessárias para a reabilitação e integração social. Os pacientes são atendidos de modo particular, por convênio ou gratuitamente, de acordo com a situação sócio econômica familiar.
Trata-se de uma abertura na região do lábio e/ou palato, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas, que ocorre entre a 4ª e a 12ª semana de gestação. As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como uma cicatriz labial até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e/ou palato. Por vezes, podem ocorrer fissuras atípicas que envolvem outras áreas além do lábio superior e palato, como a região oral, nasal, ocular e craniana.
Muitos cientistas têm pesquisado sobre os fatores que podem provocar a fissura. A conclusão é de que a causa é multifatorial, ou seja, muitos fatores podem levar o nascimento de uma criança fissurada. Por vezes, uma combinação de fator genético e ambiental pode originá-la. O fator genético envolve uma inter-relação de várias informações genéticas (genes) herdadas dos pais. Entre os fatores ambientais: o uso de substâncias químicas como álcool ou cigarros, a realização de raios X e a ingestão de alguns medicamentos durante o primeiro trimestre gestacional também podem provocar a malformação do lábio e/ou do palato.
Um plano coordenado por todos especialistas envolvidos é necessário para melhores resultados.Para a eficácia da reabilitação, o tratamento deve iniciar o mais cedo possível. As primeiras cirurgias são feitas, normalmente, quando a criança tem poucos meses de vida, de acordo com a sequência das etapas terapêuticas. Em torno do terceiro mês, ocorre o fechamento do lábio e, próximo aos doze meses, o fechamento do palato.
O tratamento só termina quando o paciente está próximo a alcançar a maioridade. Isso não impede que uma pessoa adulta, que não teve acesso ao tratamento quando criança procure atendimento no Pró-Face. Iniciar cedo é importante, mas nunca é tarde para buscar ajuda.
Dar à luz a uma criança com anomalias pode provocar nos pais um sofrimento imensurável, já que o problema contraria a expectativa de ter uma criança saudável, podendo gerar atitudes que abalam a integridade familiar, precipitam o aparecimento de ansiedade ou manifestam sentimento de culpa, estimulado pelo senso de responsabilidade pessoal por ter gerado a criança.
As fissuras labiopalatinas estão entre as malformações crânio faciais severas mais comuns, especificamente o quarto problema de nascença. Suas sequelas podem acompanhar o portador durante toda a vida. Pesquisas apontam para a incidência, no Brasil, de um bebê fissurado a cada 650 nascimentos.
Sua origem embriológica pode ser explicada pela falta de coalescência entre os processos nasais mediais e processos maxilares (que formam o lábio) e pelos processos palatinos (que formam o palato). Atualmente, os pesquisadores defendem a teoria multifatorial para explicar a etiologia das fissuras, ou seja, devem ocorrer interações entre determinantes genéticos e fatores ambientais.
Podem ser: unilaterais (atingem somente um lado do lábio) ou bilaterais (fendas dos dois lados do lábio), completas (quando atingem o lábio e o palato), ou incompletas (quando atingem somente uma dessas estruturas), além de atípicas. Assim, variam desde formas mais leves, como cicatriz labial ou úvula bífida (quando a úvula aparece partida em duas), até formas mais graves, como as fissuras amplas de lábio e palato. Podem se associar a outras má-formações, sejam elas de face ou de outras regiões do corpo. As fissuras de palato deixam o canal oral em contato com o nasal.
Ao romperem a integridade do lábio e/ou palato, as fissuras produzem alterações na face, no rebordo alveolar, no arco dentário e na oclusão. Funções básicas como respiração, amamentação, alimentação, fonação e audição são dificultadas, além das complicações sistêmicas que podem ocorrer em presença de síndromes.
A dificuldade e a extensa duração do tratamento destas malformações, para a recuperação morfológica e funcional, são inquestionáveis, sendo que a localização e a extensão anatômica da fissura estabelecem o protocolo de atendimento, o tempo e o prognóstico do tratamento. É comum que a pessoa inicie seu tratamento ao nascer e o conclua no final da adolescência. A fala e a estética imperfeitas, freqüentemente, são razões pelas quais esses indivíduos tendem ao isolamento e evitam o convívio social.
Estudos denunciam que há uma resistência respiratória nasal aumentada na população com fissura, sendo significativamente maior no lado da fissura, independente do tipo de fissura. A presença da fissura de palato acarreta comprometimentos otológicos que podem causar perdas auditivas permanentes devido a vários fatores como o mecanismo de aeração velotubal deficiente, infecção e irritação da tuba auditiva por refluxo de leite e alimentos, posição horizontal da tuba na infância e presença de amídalas e adenóides hipertrofiadas.
As anormalidades estruturais do lábio, do processo alveolar e do palato constituem obstáculos palpáveis para a correta articulação dos sons, bem como para a qualidade nasal da voz. As falhas articulatórias variam em função da amplitude da fissura e da atresia transversal e antero-posterior do arco dentário superior.
Alguns dos problemas dentários geralmente presentes nos pacientes com fissura labiopalatina são: alta incidência de ausência de dentes (especialmente pré-molares); dentes mal formados, posicionados ectopicamente; dentes supranumerários; falta de suporte ósseo para alguns dentes comprometendo a possibilidade de movimentá-los para posições desejáveis; curva de Spee acentuada na maxila, na mandíbula ou em ambos os arcos; arco atrésico; higiene bucal deficiente; doença cárie e doença periodontal.
Mesmo com todo o acompanhamento dos profissionais do serviço, os pacientes no pós operatórios, necessitam de cuidados especiais para minimizar a dor e o desconforto e evitar complicações, garantindo uma recuperação mais rápida.
A cirurgia é o grande destaque do tratamento das fissuras palatais, mas não é a única alternativa. Os implantes ósseos integrados, as próteses dentárias e a ortodontia são bastante utilizados no tratamento das fissuras palatinas.
Pacientes com lábio fendido e palato geralmente crescem com um dente faltante, isto poderá acontecer em um ou nos dois lados dependendo do tipo de fissura; será necessário um rigoroso planejamento para resolver este problema estético e funcional. Ortodontistas alinharão corretamente os dentes, enquanto protesistas podem reposicionar os dentes faltantes de diversas formas. Cirurgiões orais e maxilofaciais também serão responsáveis pela reabilitação do paciente.
Buscar o alinhamento da arcada superior em harmonia com o arco inferior, ajustando a linha média dentária com a face. Quando um dente está faltando, a linha média normalmente está desviada e isto deverá ser corrigido. Um espaço normalmente é aberto e mantido para posterior reposicionamento do dente faltante.
Artifício utilizado para criar uma maior estabilidade óssea na região da fissura, dando um melhor contorno na arcada dentária, servindo desta maneira para promover um maior suporte para os dentes em erupção e demais dentes perto da fissura. O enxerto ósseo poderá ser retirado do ilíaco.
O tratamento almejará posicionar os dentes, em seus locais corretos, melhorando a distribuição de forças durante a mastigação e contribuindo para uma estética melhorada.
Não se pode definir com exatidão o tempo de duração do tratamento, apenas prevê-lo. Para que tudo ocorra da melhor forma, o paciente deve aderir ao tratamento e cumprir com suas responsabilidades.
Os cuidado com a higienização e com a alimentação, a freqüência ao atendimento conforme fora agendado, são itens importantes para o sucesso do tratamento. É conveniente não comer alimentos duros e fazer uso de chicletes, balas, doces , pipocas, amendoim e outros. Enquanto estiver usando o aparelho fixo, não mastigar diretamente: o pão, frutas, sanduíches, carnes, cenouras cruas, mas sim cortá-las previamente.
Poderá ocorrer:
Atendimento completo em cardiologia: urgência, diagnóstico, tratamento, cirúrgico e recuperação.
Com suíte, quartos privativos e semi-privativos, são 19 leitos, onde se mantém o alojamento do bebê junto à sua mãe.
Com departamento próprio responsável pelo conforto e bem-estar dos pacientes.
Telefonia: (54) 2101.0000
SACC VOZ Planos de saúde: 0800.709.0000
Rua Visconde de Pelotas,
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Caxias do Sul - RS
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